domingo, 6 de dezembro de 2009

A minha experiência com "pseudo" foi um pouco mais antiga, quando eu ainda estava na escola. Um amigo uma vez me disse, nessas conversas paralelas de sala de aula, que tinha encontrado a sua comunidade no orkut: "eu sou um pseudo intelectual." Eu não reagi tão bem à sua empolgação, achei estranho ele se gabar de algo que eu geralmente odiaria. Naquela época não entendia tão bem a importância de 'pseudo' como eu entendo hoje.
Quando entrei na faculdade, músicas, filmes e livros eram os assuntos mais frequentes para que eu pudesse me aproximar dos meus coleguinhas. E se alguém dizia que seu filme favorito era uma produção de Glauber Rocha ou Chico Buarque era o cantor que mais ouvia, já era certo eu soltar o grito "pseudo!". Mal sabia eu que eu estava sendo até pior que eles. Porque sempre prefiri música pop, tenho a coleção quase completa de "O diário da Princesa" mas tentava esconder dizendo que li Machado de Assis e adorava a última composição de Caetano Veloso. Hoje, me assumo como eu sou. Gosto sim, de Meg Cabot, e estou lendo Crepúsculo, esse mesmo, que muitos farão cara feia. Ah! E assisti Hannah Montana no cinema! Podem me jogar pedras, porque eu as mereço. Não cresci culturalmente, e talvez nem devia estar fazendo jornalismo porque eu não li nenhuma obra de Walter Benjamim.
Mas eu me orgulho em dizer que sou pseudo! Em algum ponto nessa encruzilhada que é a faculdade a gente até deu um outro significado pra essa palavrinha tão bonita; Pseudo, para as pseudos, é surpreender alguém, é ir além do previsto, até chocar com um conhecimento desconhecido. Ou pode ser fingimento também, aquele que chega a incomodar, mas garanto pra vocês que eu só fingia de leve. E não se assustem, eu gosto do culto e do pop. Li Meg Cabot mas também já li Aluísio Azevedo; Não perco uma estréia de comédia no moviecom mas marco presença em todas as Mostras de Cinema. Acho que, para mim, ser pseudo é equilibrar os desconexos. Ou amenizar os paradoxos. Mas aí eu exagerei um pouco. Só acho que o Culto e o Popular não são distantes assim.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

O que significa 'pseudo' para mim

A palavra "pseudo" surgiu em nossos vocabulários quando nos conhecemos na faculdade. Lembro de conversas em que falávamos que certos filmes e músicas eram coisas de pseudo-intelectuais. Mas o que ao certo distingue um pseudo-intelectual de um intelectual de verdade? é sutil a diferença. alguns casos são bem óbvios, dá pra sacar de cara que fulano escuta Billie Holiday porque quer posar de culto, ou que coloca Woody Allen na parte de "filmes" do orkut e só assistiu a Match Point. Agora, tem aqueles caras que lêem Dostoiévski e escutam, tipo, Bach, Handel e Radiohead (hahaha) e que não dá pra saber se ele acha legal ou se é só pose.

- Oh meu amiguinho, é o Zorro!!
[imagem idiota aleatória]

Daí os dois tipos de pseudo: o pseudo bom é aquele cara que você fala "esse é culto"! O pseudo ruim é aquele fingido mesmo, que usa camiseta do Laranja Mecânica e não entendeu bulhufas do filme.

Mas o verbete "pseudo" é algo muito mais humilde, não é tão ostensivo chamar alguém de "pseudo" quanto é chamar de "intelectual". Pseudo é eu, é você, é seu professor de filosofia, é o balconista da padaria.

é isso. beijos da Tisha.

p.s.: cuidado pra não explodir.
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kings of leon @ use somebody

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sábado, 7 de novembro de 2009

Hola!

é tudo uma questão de idiossincrasias.